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Os animais tem Mediunidade?

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Os estudos espíritas sobre os animais estão inacabados. É preciso continuar a jornada, a longa caminhada, no que se refere à pergunta que muitos indagam: os animais têm mediunidade?

Antes de mais nada, para não responder sem o crivo da razão, mister se faz que relativizemos esta questão, que não é muito fácil de ser respondida.  Primeiramente, entende-se no meio espírita que a mediunidade para sua manifestação depende da comunicação entre o médium e o espírito, dependendo exclusivamente de manifestação inteligente.  Portanto, a princípio, sensibilidade peculiar aos humanos.  Mas, … será mesmo somente isso???

Mediunidade não deixa de ser uma sensibilidade especial, que permite o intercâmbio entres seres vivos e espíritos no plano astral.

Mas, se levarmos em consideração que outras sensibilidades podem ser exclusivas da mediunidade, como por exemplo, a vidência e a clarividência, além da capacidade de antever acontecimentos, entenderemos que os animais têm este “talento”, esta sutileza espiritual, qualificando-os possivelmente como médiuns. Nâo como médiuns em sua integralidade, como os seres humanos, mas em relação a algumas sensibilidades.

Está comprovado cientificamente que os animais têm telepatia.
Inclusive, eu já citei em escritos anteriores o fato das tsunamis que ocorreram no sudeste da Ásia, em 2004, quando algumas horas antes do grande cataclismo, animais como elefantes, cães, gatos e pássaros fugiram em direção à parte alta das florestas para se protegerem.  Os moradores das regiões não entendiam o porquê desta debandada. Três horas depois, eles entenderam a razão da fuga dos animais. Tudo estava destruído pelas ondas gigantes, morrendo muitas pessoas. No entanto, não morreu um animal sequer afogado.

Há outros registros de animais que se comunicam com seres humanos através de sinais da linguagem dos surdos-mudos, como os chimpanzés e gorilas. É uma percepção inimaginável à época de Kardec.

Portanto, eu não arrisco afirmar que os animais não são médiuns. Embora limitadamente, acredito que sejam sim, capazes de ver espíritos, ouvi-los e serem até influenciados por eles. Por analogia, há pessoas que gostam e outras não gostam de animais. Se os animais conseguem perceber as pessoas que lhes são simpáticas ou antipáticas, subentende-se que vendo espíritos, perceberão os que têm boas e más intenções também.
Um espírito pode influenciar positivamente ou negativamente um animal.

Erasto  afirmou que os animais não possuem arquivos mentais e energias compatíveis com as comunicações com seres humanos, sendo inviável a ocorrência das comunicações mediúnicas através de animais. Pode não haver comunicação de mente humana para a do animal. Mas, a sensibilidade apurada, como citei acima nestes exemplos, poderemos configurar e enquadrar estes exemplos como mediunidade nos animais.

A teoria dos campos mórficos, explicada pelo cientista britânico Rupert Sheldrack parece não dispor de dúvidas sobre esta sensibilidade mediúnica nos animais.
Erasto e Kardec não acreditavam na possibilidade da mediunidade nos animais. Mas, seus estudos eram ainda muito incipientes para afirmar com convicção que os animais não são médiuns.
Mediunidade não é apenas a manifestação intelectual ou inteligente: as percepções, as sensibilidades apuradas percebendo o astral, para mim, é mediunidade também.

A ciência avança e certamente chegará a uma conclusão que irá surpreender àqueles que estão reticentes ou até convictos que os animais não podem ter mediunidade. Os animais, como sabemos, têm alma. Se têm alma, têm sensibilidade e se tem sensibilidade há fundamentação mediúnica.
É preciso rever conceitos com urgência, para não pararmos no tempo.

E ainda vou mais longe: os animais não perdem a individualidade nem a consciência no plano astral.
Há fatos que comprovam estas palavras, através de estudos de TCI, quando já surgiram animais, como um papagaio que lembrou de sua época quando vivia com uma família, inclusive, reconhecendo seu tutor.

Gilberto Pinheiro     

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